Meu irmão violinista e a Divina Misericórdia

Na Sexta-feira da Paixão, fui até o centro da cidade para me confessar. Depois que contei meus pecados ao padre e mais uma vez recebi o perdão de Deus, caminhei pelas ruas quase vazias. As lojas estavam fechadas; havia apenas um café aberto, perto do bosque.

Entrei, pedi uma água e me lembrei da sede de Jesus, a quem os soldados deram uma esponja embebida em vinagre, das que eram usadas nos sanitários públicos romanos. Senti uma certa vergonha da minha sede tão facilmente saciada, quando vi que faltava pouco para o meio-dia — a hora da crucificação.

No momento em que eu saía do café, um homem jovem me abordou.

Com a voz hesitante, ele........

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