A mente esquerdista e a contrarrevolução da verdade
As notícias dos últimos dias trouxeram uma sequência de cenas que, para o observador desatento — e sei que esse não é o caso dos meus sete leitores, embora possa ser o de meus 17 críticos —, parecem fatos isolados de nossa crônica política. Lidos em conjunto, porém, revelam o avanço da podridão moral do sistema.
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No Rio de Janeiro, vimos o perdão judicial concedido a uma mulher que permitiu a tortura e a morte do próprio filho de quatro anos, caso que comentei na minha coluna de domingo.
Em Sergipe, assistimos ao ocupante da Presidência indignar-se contra a decisão do governo americano de classificar as maiores facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, minimizando o fato de que esses bandidos controlam e atormentam milhões de vidas no país.
Quase no mesmo instante, em Lisboa, a cúpula luloalexandrina reunia-se em mais um festim temático do regime, onde Alexandre de Moraes pregava a urgência da censura global para as redes sociais, com o objetivo explícito de domesticar o debate público.
Em Brasília, Flávio Dino liderou o voto na Primeira Turma do Supremo para suspender a reintegração de posse de uma fazenda em Pernambuco, chancelando uma invasão do MST que já se arrasta por mais de uma década — episódio que, como os dois anteriores, revela não a força do Estado, mas a sua captura.
São episódios que se conectam en passant na engrenagem dos noticiários, mas que, na verdade, pertencem a uma mesma raiz subterrânea.
É possível identificar, na repetição das notícias, os sintomas de uma mentalidade que busca a completa inversão da realidade e da lei natural
É possível identificar, na repetição das notícias, os sintomas de uma mentalidade que busca a completa inversão da realidade e da lei natural
Para entender a substância do que nos cerca, é preciso recorrer à ciência do mal. "Livrai-nos do mal" é o último pedido da oração mais importante do cristianismo. Sempre que possível, gosto de repetir em silêncio essas palavras diante dos acontecimentos que nos angustiam e atormentam. Quando passamos os olhos pelas notícias, percebemos que o mal está solto no mundo.
A última frase do Pai-Nosso me veio diversas vezes à mente e aos lábios durante as 298 páginas do livro “Ponerologia: Psicopatas no Poder”, do psicólogo polonês Andrew Lobaczewski (1921-2007). A obra foi publicada há alguns anos no Brasil pela Vide Editorial, com tradução de Adelice Godoy e prefácio de Olavo de Carvalho, e agora está com nova edição.
A palavra ponerologia vem........
