Quem são os verdadeiros golpistas?

O 8 de janeiro de 2023 não se tornou um marco simbólico por acaso. Ele foi cuidadosamente instrumentalizado pelo PT, por Lula e por setores do Supremo Tribunal Federal como peça central de uma narrativa política destinada a um objetivo central: desmobilizar a oposição e criminalizar a direita brasileira. Três anos depois, chegado o 8 de janeiro de 2026, essa farsa sustenta-se cada vez menos, apesar da insistência de quem precisa dela para sobreviver politicamente.

A tentativa de transformar o 8 de janeiro em um mito fundacional do atual regime está fracassando. As solenidades oficiais esvaziadas, a ausência de representantes dos demais Poderes e a falta de adesão popular demonstraram o óbvio: a narrativa do “golpismo” perdeu força na sociedade e até mesmo nas instituições. Não porque os fatos tenham mudado, mas porque a verdade insiste em aparecer.

Desde o início, a história foi contada propositalmente de forma invertida. Acusou-se convenientemente a direita de “golpismo”, enquanto se fazia de tudo para esconder a realidade: o golpe institucional em curso desde 2019. De um lado, com a abertura de inquéritos ilegais, o cerceamento da liberdade de expressão, a interferência constante e ilegal nos atos administrativos do então presidente Jair Bolsonaro, a censura sistemática à oposição nas redes, no Congresso e na imprensa; e, de outro, com a anulação casuística das condenações de Lula e sua recolocação no jogo político à revelia da Lei da Ficha Limpa, o enterro da Lava Jato e a hipertrofia de uma corte usada para justificar as ações ilegais de perseguição contra a oposição.

O 8 de janeiro de 2023, ocorrido ainda na aurora do novo governo, foi apenas o pretexto cabal para consolidar um estado de exceção permanente, no qual opositores são desumanizados, descritos como intrinsecamente violentos e golpistas, e........

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