Imprensa e Alexandre de Moraes: o despertar ocorre com sete anos de atraso
São sete anos de atraso. O Brasil não estaria nesse caos, tomado por uma tirania, se a imprensa não tivesse desistido de ser imprensa. Quando em 2019, Dias Toffoli instaurou por ofício o tal “inquérito do fim do mundo”, a reação dos jornalistas foi tímida. E tudo começou justamente num movimento de censura a um veículo de comunicação... Não havia objeto definido com clareza, e o procedimento – chamar esse monstro de inquérito me parece insano – foi entregue, por escolha de Toffoli, descartado o sorteio exigido, a Alexandre de Moraes. As dependências do STF se expandiram sem limites a todo o planeta, como se o regimento interno do Supremo permitisse delírio assim... Era tudo ilegal, e a imprensa só “fez biquinho”. Quando os militantes disfarçados de jornalistas entenderam qual seria a serventia daquilo, a breve resistência foi vencida, e o caminho para a tirania foi aberto.
A narrativa de “combate a fake news” acabou conquistando jornalistas que já atuavam........
