Guerra no Irã sepulta a “transição energética” |
A deflagração da guerra contra o Irã pelos EUA e Israel já provocou o efeito mais que esperado de lançar os preços do petróleo para as bordas da estratosfera. De US$ 67, em 27 de fevereiro, véspera do início dos ataques, o preço do barril da variante de referência Brent disparou para quase US$ 100 na segunda-feira, 9 de março, tendo caído depois de ter atingido a casa de US$ 108.
Sem surpresa, é grande o temor de que as ondas de choque se espalhem por todo o mundo, principalmente no caso de um conflito prolongado, possibilidade cada vez maior, dada a resiliência demonstrada pelos iranianos.
A grande preocupação é com uma interdição, mesmo parcial, do estreito de Ormuz, por onde passam diariamente cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural, além de importações para os países árabes do Golfo Pérsico, inclusive de alimentos e água.
Mas não é apenas isso que passa pelo estreito. Outras duas cadeias de suprimentos cruciais para a economia mundial também são fortemente influenciadas pelo seu tráfego: enxofre e fertilizantes. Cerca de 50% do comércio mundial de enxofre e ureia passam por lá, assim como 25% dos fertilizantes........