Capturar Maduro foi a parte fácil — agora vem o verdadeiro desafio na Venezuela |
A dramática captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro e de sua mulher, Cília Flores, que no metaverso chavista é tratada como a primeira-combatente, foi celebrada como o fim do regime. Depois, parecia ser apenas o começo. Mas, cada vez mais, parece que será apenas uma acomodação. Isso porque remover Maduro foi a parte fácil.
Maduro caiu, mas sob o seu “trono” está um regime criminalizado, fundido com redes ilícitas transnacionais, cujo desmantelamento seria muito mais complexo, caro e incerto. Muitos observadores esperavam que os Estados Unidos seguissem a prisão de Maduro com uma intervenção militar em grande escala ou com a rápida instalação de um governo de transição.
Em vez disso, o governo Trump optou por uma abordagem mais delicada e menos disruptiva, que é negociar uma transição de dentro do próprio regime chavista, mesmo que isso signifique empoderar as mesmas figuras que antes protegiam ou possibilitavam os empreendimentos criminosos de Maduro.
É uma estratégia pragmática, com uma lógica clara. Uma ruptura violenta tornaria inviável qualquer governo imposto, ainda que esse governo fosse legítimo, como seria o de