Quando sair do Brasil não é uma opção

Sair do Brasil pode ser uma alternativa legítima para algumas famílias. Em certos casos, pode até ser uma decisão prudente. Há países com maior estabilidade institucional, mais segurança jurídica, melhor qualidade de vida e ambientes culturais menos hostis àqueles que desejam viver e educar seus filhos segundo convicções morais e religiosas cristãs.

A ilusão de um lugar seguro

Mas é importante entender algo desde o início: deixar o Brasil não é a única resposta possível. E, para muita gente, nem sequer é uma opção realista. Nem todos possuem recursos financeiros, profissão compatível, domínio de outro idioma ou possibilidade concreta de recomeçar em outro país. Além disso, há pais idosos, vínculos familiares, responsabilidades profissionais e raízes profundas que tornam essa mudança extremamente difícil. Tratar a emigração como solução para todos acaba produzindo frustração em muitos e arrogância em alguns.

Mais importante ainda: não existe lugar completamente imune ao avanço contra as liberdades individuais. O problema não é apenas brasileiro. Há uma pressão cultural crescente, em escala global, contra os valores morais cristãos, contra as estruturas familiares estáveis e contra qualquer visão de mundo que se recuse a se submeter integralmente ao espírito totalitário desta época.

As Escrituras já nos alertam que o mundo jaz no maligno, e que nenhuma sociedade humana será plenamente justa antes da consumação de todas as coisas. Em alguns lugares, esse processo de decadência moral está mais avançado. Em outros, ainda há maior espaço para resistência e liberdade. Ainda assim, o avanço de sociedades cada vez mais burocratizadas, centralizadoras e hostis às liberdades históricas tem se tornado um fenômeno amplo, gradual e internacional.

A ideia de que existe “refúgio seguro” em outro país, protegido das tensões religiosas, culturais, políticas e morais do mundo contemporâneo, é em grande parte uma fantasia.

As pessoas foram acostumadas a pensar quase sempre em termos grandiosos, mas sociedades fortes nascem de pequenas fidelidades repetidas ao longo do tempo

As pessoas foram acostumadas a pensar quase sempre em termos grandiosos, mas sociedades fortes nascem de pequenas fidelidades repetidas ao longo do tempo

Isso não significa que todos os países sejam iguais. Não são. Existem diferenças importantes entre eles, e algumas sociedades ainda preservam melhor certos princípios fundamentais. Mas significa que nenhuma mudança geográfica elimina automaticamente os problemas humanos mais profundos: pecado, orgulho, egoísmo, desordem moral, totalitarismo estatal e rebelião contra Deus.

Quem deposita a esperança apenas na mudança de país corre o risco de trocar uma ilusão por outra. Afinal,........

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