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O 8 de janeiro é o novo dia da mentira do Brasil

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09.01.2026

Você estava com medo durante o 8 de janeiro? Nem eu. Nem ninguém. Nem Alexandre de Moraes, nem Flávio Dino (que estava no Ministério da Justiça e nunca liberou as imagens), nem Randolfe Rodrigues, nem ninguém. Aliás, não há dia que o consórcio de poder totalitário atual do Brasil comemore mais do que o 8 de janeiro de 2023. Foi a versão brasileira do Reichstag nazista.

Em 27 de fevereiro de 1933, com um certo Adolf Hitler recém-empossado como chanceler (um cargo próximo ao de um presidente parlamentarista, devendo tudo ao Parlamento) havia quatro semanas, um incêndio criminoso consumiu o prédio do Parlamento alemão, o famoso Reichstagbrand.

Culpando um agente comunista, Marinus van der Lubbe, Hitler conseguiu poderes excepcionais e, esbulhando o já frágil ordenamento jurídico da República de Weimar, instaurou o Terceiro Reich e a aberração genocida que se tornou um dos piores momentos da história.

No Brasil, centenas de manifestantes, esgotados com os descalabros realizados pelo Supremo Tribunal Federal, principalmente pelo ministro eternamente acima da lei Alexandre de Moraes, durante as eleições de 2022, foram a Brasília num domingo — fato do qual as forças de segurança já tinham conhecimento dias antes. Deliberadamente, dispensaram as forças de segurança dos prédios.

O exemplo da invasão do Capitólio, nos EUA, em 6 de janeiro de 2021, quase exatamente dois anos antes, foi claro para o STF: deixaram os manifestantes entrarem, fazerem uma bagunça, quebrarem algumas coisas e, depois, destruíram judicialmente o seu candidato, choramingando que “a democracia foi ameaçada”, que estavam enfrentando “terroristas” e que precisaram de poderes excepcionais, acima da lei, destruindo a própria Constituição e o devido processo legal para proteger a democracia. Ou seja, eles mesmos.

A partir da farsa do 8 de janeiro, o STF aumentou ainda mais seus poderes ditatoriais (e quando o STF não aumentou?)

Oposicionistas ao PT lutaram por uma CPMI do 8 de Janeiro para investigar o que, de fato, havia ocorrido. Petistas e governo diziam que não era necessário, pois não teriam maioria dentro da CPMI. Após uma manobra de Randolfe Rodrigues para escantear Eduardo Girão, o discurso mudou 180 graus e, com o controle da CPMI, de repente a esquerda passou a tratá-la como a única garantia da tal democracia.

O principal ponto da oposição ao criar a CPMI era descobrir o que Flávio Dino, a única autoridade relevante dentro de um........

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