menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Escândalo Filipe Martins: por que uma busca no LinkedIn ameaça a democracia?

13 0
02.01.2026

As notícias da ditadura já começaram cedo neste ano: Filipe Martins, o homem mais perseguido pelo arbítrio desmedido e sem lei do STF, foi preso no segundo dia de 2026 pelo violentíssimo, perigosíssimo, terrivelzíssimo e monstruosíssimo crime de (tirem as crianças da sala)… supostamente ter feito uma busca na rede social LinkedIn.

Uma. Busca. No. LinkedIn.

A acusação, que também é quem julga, que também é a suposta vítima, que também foi a condutora de oitivas no processo, que também foi o júri e que também deu entrevistas declarando seu óbvio lado parcial e seu interesse, já antevendo seu voto antes mesmo de ler a defesa, declarou que isso foi total desrespeito pelas instituições democráticas.

Total. Desrespeito. Pelas. Instituições. Democráticas.

Não, é sério: isso está na alegação da acusação, digo, da vítima, digo, do júri, digo, do delegado condutor de oitivas, digo, do juiz que julgou o caso com toda a imparcialidade necessária.

Após ter sido denunciado pelo uso do LinkedIn (denunciado. pelo. uso. do. LinkedIn.) no penúltimo dia do ano, seus advogados explicaram que Filipe não fizera uso algum: suas redes sociais estavam sob custódia dos advogados de defesa, para produção de provas. Nada foi postado, não houve comunicação alguma; Filipe Martins nem havia encostado no tal LinkedIn (e por que o faria?).

A acusação, digo, o juiz, digo, a suposta vítima, digo, o delegado, digo, o júri, digo, a própria Democracia Feita Carne, Sua Excelência (todos de pé, por favor) Alexandre de........

© Gazeta do Povo