No apagar das luzes de 2025, um raio de esperança para os nascituros

Chega o final do ano e brotam retrospectivas nas mais diversas áreas. Economia, educação, política, esportes — tudo passa pelo crivo de especialistas que analisam os pontos positivos e negativos dos acontecimentos do período para, então, promover uma reflexão sobre o que deve ser mudado e aperfeiçoado.

Na defesa dos nascituros, entretanto, as coisas são bem mais complexas. Se, nas outras retrospectivas, temos a possibilidade de discutir as ações concretizadas no passado para, então, adotar novas perspectivas de melhoria, quando se trata de uma vida isso simplesmente não é possível.

Por ser única e irrepetível, cada vida perdida foi irremediavelmente extinta, e não há qualquer ação que se possa fazer para trazer de volta aquele que foi assassinado. Mesmo que melhoremos algo de agora em diante, aquela criança que teve sua vida roubada não a terá de volta, e tal fato, infelizmente, não tem conserto.

Assim, uma retrospectiva da defesa da vida serve apenas para demonstrar os resultados das políticas adotadas. Seus efeitos deletérios podem até ser identificados, mas nunca solucionados. No máximo, pode-se corrigir rumos para minorar as consequências vindouras, evitando-se que novas vidas venham a ser destruídas.

Feita essa observação, mesmo sem ser especialista na área, qualquer um que fizer uma retrospectiva do ano que passou irá constatar que 2025, miseravelmente, foi uma catástrofe para a defesa da vida.

Em nossa história, nunca houve tamanha relativização do mais importante de todos os direitos humanos.

Desde um indesejável incentivo........

© Gazeta do Povo