Do aborto ao escândalo Master: está na hora de resgatar o STF |
Em matéria de moral, sempre há um efeito cascata. Comportamentos antiéticos geram consequências em cadeia, nas quais ações iniciais influenciam a sequência de todos os atos da pessoa, moldando-a à moralidade aderida. A propagação dos valores negativos se espalha em todas as esferas da vida daquele que os realiza, pois a degradação moral é um processo cumulativo.
O interessante é que esse postulado não se restringe apenas à moralidade pessoal, aplicando-se também às instituições. E essa é a nossa tese de hoje: a partir do momento em que o STF passou a relativizar o direito à vida, seus padrões de conduta ética também se deterioraram.
Assim, um breve apanhado de algumas das principais ações que versam sobre a defesa da vida no STF nos mostra que parece haver uma correlação entre o aborto e a corrupção moral e política que estamos vivendo, senão vejamos:
Em março de 2005, foi proposta a ADI 3510, que questionava a constitucionalidade do artigo 5º da Lei de Biossegurança, a qual, em maio de 2008, foi julgada pelo STF, que liberou o uso de células-tronco embrionárias para pesquisa científica.
Nessa ação, os ministros da Suprema Corte decidiram que o embrião in vitro não é “pessoa” e que, portanto, poderia ser utilizado para experimentos.
Mesmo se sabendo que as células-tronco embrionárias não são servíveis para procedimentos médicos de cura, até hoje os fundamentos dessa decisão são utilizados para subsidiar decisões contrárias à vida, tendo sido, inclusive, usados nas discussões da ADPF 54 e também nas decisões já proferidas na ADPF 442.
Em 12.04.2012, uma enorme janela para o assassinato de crianças intrauterinas é aberta: o STF encerra o julgamento da ADPF 54, proposta em 2004, decidindo que “não há vida” em uma criança que seja diagnosticada com anencefalia.
Com isso, damos início à eugenia em nosso país.........