Revolução silenciosa
O Brasil atravessa um momento preocupante. O país vive uma perigosa combinação de descrédito institucional, corrupção sistêmica, radicalização política e ausência de um projeto nacional consistente. Parece que tudo vai afundar. No entanto, está em andamento uma surpreendente revolução silenciosa. Uma guerrilha do bem protagonizada por jovens inquietos, inteligentes e movidos por uma notável busca de valores mais profundos e de fé.
Recentemente assisti a uma missa na paróquia de Santa Generosa, em São Paulo. A igreja estava lotada. Na longa fila para a confissão predominavam jovens. A cena impressiona. Em tempos de descrença proclamada, a procura por Deus permanece um fato indiscutível.
Vivemos um tempo paradoxal. Nunca houve tanta informação disponível e, ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil encontrar sentido para a vida. As pessoas navegam por telas, acumulam opiniões e participam de debates intermináveis nas redes sociais. No entanto, uma inquietação silenciosa atravessa a cultura contemporânea. Algo falta. E é justamente nesse cenário de saturação informativa e vazio existencial que uma palavra antiga reaparece com força: conversão.
Converter-se é reconhecer que a vida não pode ser reduzida à soma de desejos imediatos, ao consumo ou à busca de prestígio social
Converter-se é reconhecer que a vida não pode ser reduzida à soma de desejos imediatos, ao consumo ou à busca de prestígio social
Durante décadas, muitos........
