A realidade fiscal paralela de Haddad
Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo bateu a meta fiscal e que só não alcançou resultados melhores por conta do déficit herdado de Bolsonaro.
A justificativa do ministro contém vários erros. O primeiro é acreditar que o governo bateu a meta fiscal. De fato, ao excluir precatórios, gastos com saúde, educação, entre outros, o déficit primário de R$ 61 bilhões do governo ficou dentro do intervalo de tolerância de até -0,25% do PIB. Entretanto, a exclusão dessas variáveis não significa que o governo deixou de pagar as despesas. Pelo contrário, o endividamento segue em trajetória ascendente, justamente porque o Tesouro gasta muito mais do que arrecada.
O raciocínio do ministro é o mesmo de considerar a aprovação escolar........
