Os Complexos de Portnoy” é grotesco, “Culpa Humana” frouxo, “Elegia” duvidoso, “A Humilhação” ridículo, “Uma História Americana” uma catástrofe. Philip Roth não funciona em cinema, a julgar pelos exemplos, talvez porque nos seus livros a narrativa importa menos do que o impulso narrativo. Isso justifica que se preste alguma atenção a “Traições”, que este ano passou discretamente nos cinemas. Também não deu um grande filme, longe disso, em parte porque Léa Seydoux é sedutora de mais e Denis Podalydès sedutor de menos para aquilo que os papéis exigem; mas admito que seja a melhor adaptação de Roth até agora. O facto de se tratar de um romance escrito integralmente em diálogos, “Engano”, ajuda, como ajuda o conhecido interesse do cineasta, Arnaud Desplechin, pelas questões da intimidade; mas além disso “Traições” sabe ser, à imagem de “Engano”, um ensaio sobre métodos e motivos, como uma peça de teatro onde vemos riscos no chão no lugar dos móveis.

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QOSHE - Ladrão de histórias - Pedro Mexia
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Ladrão de histórias

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30.07.2022

Os Complexos de Portnoy” é grotesco, “Culpa Humana” frouxo, “Elegia” duvidoso, “A Humilhação” ridículo, “Uma História Americana” uma catástrofe. Philip Roth não funciona em cinema, a julgar pelos exemplos, talvez porque nos seus livros a narrativa importa menos do que o impulso narrativo. Isso........

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