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De Grasset a Bolloré

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Primeiro, parecia uma quezília editorial a que a imprensa parisiense deu demasiada atenção. Boualem Sansal, o muito premiado e muito censurado romancista argelino, recentemente eleito para a Academia Francesa, foi libertado depois de um perdão presidencial que o salvou de uma condenação por “atentar contra a unidade nacional”, no jargão das ditaduras. Refugiado em França, o autor de longa data da editora Gallimard trocou a mais canónica das chancelas por uma concorrente, do grupo Hachette. A decisão, explicou, tinha a ver com o conteúdo do novo livro, que evocava os tempos em que esteve preso, e com a atitude da Gallimard, que o autor considerou demasiado tímida e complacente. Sansal optou por um tom sem contemplações, mantendo a intransigência e a coragem de que deu provas face ao regime iníquo do seu país. E diz-se que Gallimard teria preferido outra abordagem. Entre as mais variadas especulações, Sansal mudou-se para a Grasset, que pertence ao universo empresarial de Vincent Bolloré, empresário de sucesso e homem da direita musculada.

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