Pode-se gostar mais ou menos de Luís Montenegro. Pode-se ver ali mais ou menos carisma. Pode-se reconhecer mais ou menos acerto. Pode-se ser mais de centro-esquerda ou mais de direita. Pode-se gostar mais ou menos do PPD/PSD ou do CDS. Mas, caso a esperança num futuro melhor e a sensatez na avaliação do presente não tiver tragicamente abandonado o eleitor, a AD é a T.I.N.A. no próximo dia 10 de Março.

Relembro, aos leitores mais distraídos, que T.I.N.A. é o acrónimo inglês para There Is No Alternative: não há outra alternativa. Ou seja, para um eleitor centrado em encontrar uma alternativa de governo responsável, a um governo que, durante quase uma década, promoveu a destruição dos serviços públicos, a degradação das instituições, o empobrecimento da população e a erosão da esperança no futuro, só há uma alternativa e essa alternativa é a AD - Aliança Democrática.

Ontem, no Estoril, desfilaram na Convenção por Portugal, durante o dia inteiro, pessoas mais conhecidas e menos conhecidas; gente do PPD/PSD, do CDS e independentes; políticos e não políticos; gente do passado, gente do presente e gente com futuro; gente do litoral e dos grandes centros urbanos e gente do interior e do mundo rural; gente do sector privado, gente do sector público e gente do sector social; gente da cultura; gente do negócio; empresários e funcionários; homens e mulheres.

Nessa Convenção, foi feita uma avaliação dos últimos anos sem mentira, elencadas ameaças dos próximos anos sem histeria e feitas propostas de governo sem demagogia. Tudo junto, sobrou sentatez onde tantas vezes falta lucidez, vislumbrou-se esperança onde tantas vezes sobra rancor.

Mas não quero, com a minha afirmação inicial, limitar as escolhas. No dia 10 de Março, os eleitores têm, na verdade, três opções: a opção PS, que significa “mais do mesmo, sempre menos e cada vez pior”; a opção populista, que significa instabilidade governativa porque “quanto pior melhor”; e a opção AD, que é a única que oferece capacidade governativa com uma forma diferente de lidar com os problemas e com as oportunidades, e com gente diferente da que conduziu o país a este estado. Esta última é, para quem não abandonou a esperança de que se pode fazer diferente para melhor e a sensatez na avaliação do estado de degradação a que o país chegou, a única alternativa válida.

Quem me lê por aqui, semana após semana, conhece algumas das adversativas que tenho expressado relativamente ao espaço político de centro-direita e à sua liderança. Mas, tal como comecei, independentemente dessa avaliação, ontem, ali no Estoril, o que se viu foi um movimento modicamente abrangente em marcha. E, a este propósito, olhando com benevolência para Luís Montenegro, vem-me à memória o célebre poema de Pessoa: “Aqui ao leme sou mais do que eu”.

Do outro lado, dever-se-á dizer com justiça, também é mais do que Pedro Nuno Santos ao leme: é um legado de destruição dos serviços públicos, de empobrecimento do país, de incompetência e de desesperança; a marca indelével do Partido Socialista.

Mas na AD, mais do que Montenegro, que até pode “tremer três vezes”, pelo menos ontem mandou a vontade que o ata ao leme: a vontade de um país que quer a (re)dignificação das instituições, o enriquecimento e o crescimento económico, a competência na governação e a esperança num futuro melhor. Agora, é só não adormecer outra vez.

Pedro Gomes Sanches escreve de acordo com a antiga ortografia

QOSHE - A AD é a T.I.N.A. da esperança e da sensatez - Pedro Gomes Sanches
menu_open
Columnists Actual . Favourites . Archive
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close
Aa Aa Aa
- A +

A AD é a T.I.N.A. da esperança e da sensatez

17 52
22.01.2024

Pode-se gostar mais ou menos de Luís Montenegro. Pode-se ver ali mais ou menos carisma. Pode-se reconhecer mais ou menos acerto. Pode-se ser mais de centro-esquerda ou mais de direita. Pode-se gostar mais ou menos do PPD/PSD ou do CDS. Mas, caso a esperança num futuro melhor e a sensatez na avaliação do presente não tiver tragicamente abandonado o eleitor, a AD é a T.I.N.A. no próximo dia 10 de Março.

Relembro, aos leitores mais distraídos, que T.I.N.A. é o acrónimo inglês para There Is No Alternative: não há outra alternativa. Ou seja, para um eleitor centrado em encontrar uma alternativa de governo responsável, a um governo que, durante quase uma década, promoveu a destruição dos serviços públicos, a degradação das instituições, o empobrecimento da população e a erosão da esperança no futuro, só há uma alternativa e essa alternativa é a AD - Aliança........

© Expresso


Get it on Google Play