Antes da primeira ignição e depois de França e Espanha
A calamidade que atingiu França e Espanha não deve ser observada apenas com consternação. Deve obrigar o nosso país a colocar uma questão imediata: o que podemos fazer, desde já, para reduzir a probabilidade de uma ignição se transformar numa catástrofe semelhante?
Não é possível reorganizar a propriedade rural, alterar a paisagem ou recuperar décadas de abandono em poucas semanas. Mas é possível atuar já sobre fatores decisivos: reduzir as ignições, detetando-as mais cedo, posicionar os meios e evitar que várias ocorrências simultâneas conduzam a uma saturação. Até ao início deste mês, Portugal já tinha registado seis ondas de calor. Não é necessário esperar pela confirmação formal de outra. Quando o perigo meteorológico atinge níveis muito elevados ou máximos, a prevenção deve transformar-se numa lógica de antecipação.
A primeira prioridade é reduzir as ignições. O país já dispõe de condicionantes aplicáveis às queimadas, fogueiras, circulação e utilização de maquinaria nos dias de maior perigo. O desafio passa por garantir........
