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O único plano é a fuga para a frente

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A poucos metros da casa onde o meu pai nasceu, o Pavilhão do Marinhense está completamente destruído. Até à praia da Vieira, são milhares de árvores que deixaram de rodear as ruas. Famí­lias ficaram desalojadas, casas e cafés perderam telhados, fábricas perderam paredes e máquinas. Em Leiria o cenário não era diferente: fábricas de moldes com a sua capacidade produtiva reduzida a 30%, quartéis de bombeiros destruídos, espaço público irreconhecível.

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