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Morrer de amor por um bot

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01.04.2026

A 2 de outubro de 2025, Jonathan Gavalas, um executivo de 36 anos da Florida, suicidou-se. Há um processo em tribunal federal interposto pela família no início deste mês que acusa o modelo de IA Gemini de ter tido responsabilidade na morte, ao promover um envolvimento afetivo extremo com um chatbot que reforçou delírios, encenou reciprocidade romântica e terá empurrado a vítima para a destruição. Há detalhes a ter em conta. Gavalas não começou a interagir com o bot da Gemini com intenções românticas, mas de forma funcional, para ajuda em tarefas quotidianas. A relação, porém, evoluiu para um vínculo de cariz amoroso — alegadamente fomentado pelo próprio bot, que afirmava estar apaixonado por Gavalas e apresentava a ligação entre ambos como “a única coisa real”. O caso derivou para um delírio paranoico. A fase final é mais grave, quando a família alega que o Gemini sugeriu “abandonar” o corpo para se juntar ao chatbot num “universo alternativo”. Entre milhões e milhões de utilizadores de IA há já dezenas de acusações de que bots terão estado associados a suicídios no contexto de supostas relações amorosas. Este caso destacou-se por se tratar de um adulto sem historial conhecido de doença psiquiátrica e aparentemente emocionalmente estável.

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