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Deve a esquerda aceitar que proteger o trabalho seja tabu?

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23.10.2020

Após meses de impasse, o Governo não cedeu um milímetro na legislação do trabalho, que continua essencialmente como Passos a deixou. Nem muito nem pouco. Zero. Pode haver uma política de esquerda que não proteja o trabalho?

Nos últimos dias, o Partido Socialista multiplicou anúncios sobre uma aproximação à esquerda em matéria de um apoio social extraordinário. Trata-se do único tópico que o governo aceitou discutir no campo da proteção social: um apoio emergencial e temporário para 2021, financiado com fundos europeus. Em período de pandemia, um apoio deste tipo já existiu em 2020 em vários países da Europa e do mundo, com governos progressistas e com governos conservadores e até ultraconservadores. O apoio extraordinário aos trabalhadores independentes em Portugal, por exemplo, chegou este ano a 164 mil pessoas e teve um valor médio de 227 euros por mês. Em 2021, de acordo com a proposta do Governo, andará perto disso – porventura, um pouco menos. Um pequeno apoio para precários, desempregados de longa duração ou informais que perderam os seus rendimentos faz diferença, mesmo quando não retira da pobreza. Todos concordam e não deve desvalorizar-se. Mas é isto que um acordo à Esquerda tem a propor ao país como bandeira no ano em que se anuncia uma gigantesca crise social, particularmente........

© Expresso


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