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“Precisas mais de ler e andar nas nuvens/ ou de alimentar o éter da tua cloud?”

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31.10.2020

A questão é uma de entre a quarentena de perguntas que a escritora e poeta Regina Guimarães nos faz no seu “Jogo do Desconfinamento”, que acaba de vir a lume no último dos “Cadernos da Pandemia”, que o Instituto de Sociologia da Universidade do Porto vem publicando. Além das perguntas de Regina – balas apontadas às rotinas e às modas do momento –, somos interpelados por outros testemunhos de quem dedica a sua vida às artes e à cultura. Capicua, a rapper do Porto, fala-nos da angústia da falta de trabalho desse exército de trabalhadores do espetáculo a quem restou, na melhor das hipóteses, um apoio extraordinário de cerca de duas centenas de euros mensais (em média), pagos pela Segurança Social, e do aperto que é a ausência de uma perspetiva de “regresso à normalidade”, inviável enquanto o vírus andar à solta e não dispusermos de uma vacina para nos defendermos. Numa entrevista dada à socióloga Lígia Ferro, o artista visual Miguel Januário aponta para a mesma realidade na sua área. Amarílis Felizes, do teatro, dá conta das “armadilhas do senso comum” no trabalho intermitente e de uma renovada combatividade que o momento provocou. No cinema, as dificuldades da conjuntura coincidiram com o debate sobre a lei do cinema e a transposição da Diretiva Europeia de Serviços de Comunicação Audiovisual, da qual o Governo procurou isentar as multinacionais de streaming e de partilha de vídeo – e que só sob a pressão de um........

© Expresso


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