Por mais que tentemos, há coisas para as quais é difícil encontrar uma explicação racional. A atribuição de uma indemnização de 500 mil euros a uma ex-administradora da TAP exsudou centenas de notícias, a demissão de um ministro, de um secretário de Estado, de uma CEO da companhia aérea e a criação de uma comissão de inquérito. Por sua vez, esta já levou a cenas de violência dentro de um ministério, ao uso indevido do Serviço de Informações de Segurança para recuperar um computador, a uma crise política, a um dos maiores puxões de orelhas em direto e em horário nobre que alguma vez um Presidente da República deu a um ministro em funções e ao arrefecimento irreversível das relações entre Belém e São Bento.

Em jeito de brincadeira, podemos sempre achar que aqueles 500 mil euros foram um preço baixo a pagar para ficarmos a saber como, de forma amadora e muito pouco eficiente, este dossiê foi gerido. Mas se meio milhão de euros, que até deverão ser devolvidos, gerou tudo isto, seria de esperar que a injeção de 3,2 mil milhões de euros na TAP tivesse, no mínimo, originado igual discussão pública. Mas não. Preferimos mil vezes discutir tricas políticas do que o destino dado a milhares de milhões de euros dos contribuintes.

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QOSHE - O trágico voo da TAP - João Vieira Pereira
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O trágico voo da TAP

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12.05.2023

Por mais que tentemos, há coisas para as quais é difícil encontrar uma explicação racional. A atribuição de uma indemnização de 500 mil euros a uma ex-administradora da TAP exsudou centenas de notícias, a demissão de um ministro, de um secretário de Estado, de uma CEO da companhia aérea e a criação de uma comissão de inquérito. Por sua vez, esta já levou a cenas de........

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