A invasão dos boys

Não atire já essa pedra pontia­guda que tem na mão, caro leitor. Tudo o que se segue aplica-se a PSD e a PS. São iguais quando estão no Governo. Usam os lugares no Estado como se fossem a sua coutada partidária. Escolher alguém de confiança política é uma coisa, e faz todo o sentido, inundar os lugares públicos de boys e girls imberbes é outra. A menos que sejam todos pequenos génios — e aí estranhar-se-ia o atraso português num país tão dotado de massa cinzenta —, não se percebe como é que jovens sem experiência e sem formação relevante podem desempenhar bem tais funções. E depois, já se sabe, é uma bola de neve: começam com vinte e poucos anos em nomea­ções menores, dez anos depois já acumularam vários lugares que lhes abrem portas para tantos outros e, duas décadas mais tarde, até para ministros servem. Ainda se espantam com as falhas do Estado? Ou com a qualidade das políticas públicas?

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