E o que foste lá fazer?
A relação entre os Estados Unidos da América e a China não é uma reedição da Guerra Fria por várias razões. A interdependência económica é a mais importante delas.
O mais significativo da ida de Trump à China foi, muito provavelmente, quem o presidente dos Estados Unidos escolheu para o acompanhar. À vista de todos está a declaração de interesses americanos: comercial e de dependência.
Não há nada de inédito ou de reprovável em um presidente se fazer acompanhar pelos principais interesses económicos quando viaja. Pelo contrário. Os chefes de Estado e de Governos fazem diplomacia económica. É mesmo uma das suas funções. Mas a escolha de quem os acompanha diz muito sobre as prioridades de um país. (O facto de Trump incluir a família entre os interesses económicos que viajam consigo é outra questão. A confusão entre a presidência e os interesses privados da família Trump é uma conversa que os americanos deveriam ter entre si. No estado de polarização política do país, por mais que os factos sejam evidentes, não parece que a discussão vá ser tida nos próximos tempos.........
