A Europa de que não nos lembramos
A unanimidade na política externa é existencial e essencial, a participação na União Europeia é transformadora, a ideia de que vivemos sem conflito na Europa é falsa, a fragmentação e polarização da política nacional é generalizada e o Médio Oriente importa-nos porque faz parte da nossa fronteira. As eleições legislativas em Chipre mereceram apenas a atenção de alguns. É pena. Não porque o que se passa na ilha vá revolucionar a Europa, mas porque olhar para Chipre é uma boa maneira de ver muito mais sobre a União Europeia do que estamos habituados.
Começando pelo resultado das legislativas, que aconteceram no fim de semana passado, sendo o sistema político presidencialista, estas eleições nunca alterariam tudo. E não alteraram. Mas foram mais uma expressão do que tem acontecido noutras geografias europeias (e não só). Em Chipre, os conservadores e os comunistas têm sido os dois principais partidos. E continuam a ser. Mas há um movimento populista de direita radical, um movimento populista ao centro e um eurodeputado youtuber pró-russo que........
