A festa do Pontal marcou a rentrée do PSD e claramente este período político quando o recém-eleito líder Luís Montenegro surpreendeu tudo e todos com um programa de apoio social - que está prometido pelo Governo há meses - que visa dar resposta às consequências da inflação para as famílias portuguesas. Sem demagogia ou facilitismo, a proposta do PSD é financiada pelo “excedente fiscal” que resulta da própria inflação, a proposta do PSD é responsável, simples e eficaz.

Fazer oposição é isto. É exigir, é criticar o que está mal e apresentar alternativas. Fazer oposição não é ser a muleta do Governo para as decisões mais difíceis. Fazer oposição é defender os portugueses, é forçar o Governo a ser mais competente e em simultâneo revelar o que faria em alternativa como um verdadeiro governo sombra.

Mas se exemplo para fora foi claro e visível para todos, um discurso duro de oposição e um conjunto de propostas alternativas, os sinais internos que a Festa do Pontal revelou são tão ou mais importantes para um grupo político com uma história incrível ao serviço da democracia portuguesa e a quem se exigirá muito no futuro de Portugal.

No calçadão de Quarteira esteve todo o PSD, foi um local de reencontro de todos os grupos, origens, classes, famílias que fazem do Partido Social Democrata o mais eclético e transversal de Portugal. Essa sempre foi a força do PSD e só quando remaram todos para o mesmo lado mereceram a confiança dos portugueses e conseguiram transformar Portugal.

Ao ver a equipa que Luís Montenegro conseguiu construir no último Congresso percebi que o PSD e as suas personalidades, e egos, tinham percebido a mensagem: não podemos falhar! O centro-direita mudou e o PSD correu sérios riscos. O PSD vale como um todo e jamais seria útil como uma parte, uma classe ou uma tendência. O PSD de Cá Carneiro e a sua força sempre foram o seu ecletismo e não uma elite de um bairro, de uma geração ou de um “grupete” de iluminados ou senhores alegadamente puros. Ao ver tanta gente diferente à volta da nova liderança tornou-se claro que o PSD percebeu que não era tempo para brincadeiras nem apenas para acreditar, era preciso unir, refundar e voltar a crescer.

Mas para ser uma boa oposição não basta ser duro, contundente e apresentar alternativas. Além de uma grande capacidade de resistência e de trabalho, é necessária muita criatividade e capacidade de inovar, surpreender os adversários, mas também os portugueses. Para já começou bem e não há uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão.

QOSHE - Sempre que há dificuldades o PSD diz: presente! - Duarte Marques
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Sempre que há dificuldades o PSD diz: presente!

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16.08.2022

A festa do Pontal marcou a rentrée do PSD e claramente este período político quando o recém-eleito líder Luís Montenegro surpreendeu tudo e todos com um programa de apoio social - que está prometido pelo Governo há meses - que visa dar resposta às consequências da inflação para as famílias portuguesas. Sem demagogia ou facilitismo, a proposta do PSD é financiada pelo “excedente fiscal” que resulta da própria inflação, a proposta do PSD é responsável, simples e eficaz.

Fazer oposição é isto. É exigir, é criticar o que está mal e apresentar alternativas. Fazer oposição não é ser a muleta do Governo para as decisões........

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