A maioria absoluta foi o pior que poderia ter acontecido ao PS. Sem pressão à sua esquerda, sem um contrapeso que modere a caminhada para a TINA que há décadas esvazia a democracia de escolhas, consumir-se-á no descontentamento dos próximos anos. Se a última crise teve efeitos estruturais na composição do eleitorado da direita, veremos se esta não transformará Costa no Hollande português — o homem que teve tudo na mão e quase extinguiu o seu partido. A crise financeira de 2009, que as escolhas europeias transformaram numa crise das dívidas soberanas, resultou numa intervenção externa. A propaganda da “bancarrota” deu margem política a Passos Coelho. E PCP e BE ainda tinham a capacidade de manter o protesto nas fronteiras institucionais que se conhecem desde a normalização democrática. Como se viu durante a ‘geringonça’, nada tremeu no sistema com a sua inclusão no espaço de poder.

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QOSHE - O inverno político que nos espera - Daniel Oliveira
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O inverno político que nos espera

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09.10.2022

A maioria absoluta foi o pior que poderia ter acontecido ao PS. Sem pressão à sua esquerda, sem um contrapeso que modere a caminhada para a TINA que há décadas esvazia a democracia de escolhas, consumir-se-á no descontentamento dos próximos anos. Se a última crise teve efeitos estruturais........

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