Guerra: a Europa não existe, Portugal ainda menos

O direito internacional não é uma picuinhice de gente pouco realista — é a única arma de defesa das potências pequenas ou médias, que é o que são todas as nações da União Europeia. Explicou-o o primeiro-ministro do Canadá em Davos, para, curiosamente, vir agora apoiar a sua mais grosseira violação, mostrando que há uma diferença entre o brilhantismo retórico ou a lucidez intelectual e a coragem ou coerência políticas. Perceberemos a importância do direito internacional se o Irão conseguir fechar o estreito de Ormuz e lançar o mundo numa crise profunda, só porque pode.

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