Marques Mendes a vice-primeiro-ministro
Há três condições centrais para que se seja ministro de um governo: 1ª ter autoridade e competências de gestão para dirigir departamentos do Estado com diferentes culturas e díspares agendas; 2ª ter uma leitura das políticas sectoriais integradas numa política global; 3ª ter um conhecimento profundo do país e da sua história.
Desde o primeiro governo de José Sócrates, há duas décadas, que se perdeu essa visão global da governação, os executivos foram sendo constituídos por especialistas em determinadas áreas sem grande saber sobre a máquina do Estado ou do país e por políticos sem conhecimento do país e com a ambição de imporem ideias de laboratório e que embateram, quase sempre, com a realidade. Claro que houve exceções, mas esses já vinham de outras batalhas.
Com Luís Montenegro a crise de governação aprofundou-se, falta vida, país, mundo, mesmo que aqui e ali se constatem currículos relevantes e estes até conheçam mais capitais europeias do que capitais de distrito.
Montenegro tem uma caraterística que é própria das pessoas com reduzida formação transversal - refugia-se. Ele não consegue ter um discurso que seja escorreito em quase todas as áreas da governação, mas o mais preocupante é ainda não ter aprendido o que é governar. Passaram dois anos e meio.
Governar é ter ideias claras, estratégias bem definidas, orientações bem estruturadas e leituras dos impactos. Também é alocar os recursos humanos, materiais e financeiros para que tudo se........
