Este pacote laboral não é reforma nenhuma |
Um governo que, depois de quase um ano de contactos, reuniões, audições, opiniões, envia para o parlamento a mesma iniciativa legislativa que colocou em discussão pública, não quer fazer qualquer reforma, só quer fazer aprovar um conjunto de ideias feitas que têm o grave problema de não conseguirem agregar à realidade.
Quem vive na economia real não encontra nenhuma discussão urgente sobre as relações de trabalho, sabe que as empresas têm tido bons anos e bons resultados e até sabe que esses resultados não se têm refletivo no aumento dos salários como deviam.
Há, contudo, um espaço de transformação da nossa economia que a pode fazer mais dinâmica, mais robusta e com mais capacidade para resistir perante adversidades futuras.
Olhando a realidade, o que levou o governo a ir à luta atacando os direitos dos trabalhadores? Só se vislumbram três fatores: 1ª o dogmatismo radical da ministra; 2ª a incapacidade de liderança do primeiro ministro; 3º a ausência de uma visão de conjunto das políticas de desenvolvimento e crescimento económico.
O que deveria ter feito Montenegro para que pudesse dizer, com propriedade, que o que apresentava era uma reforma? A resposta pode desenvolver-se........