Opinião: os arrependidos do 28 de maio de 1926 |
Assinala-se hoje o centenário do golpe militar que pôs termo à I República Portuguesa e que deu início a um período de quase 48 anos de escuridão e repressão em Portugal: Ditadura Militar entre 1926 e 1932 e Ditadura do Estado Novo entre 1933 e 1974.
Esta época do final da I República tem sido devidamente estudada e divulgada por historiadores. Gostaria de destacar o trabalho de investigação e divulgação realizado pelo professor Rui Tavares no seu podcast "Tempo ao Tempo", no qual enquadra o contexto político e socioeconómico do início de 1926. Em particular, no que se refere ao período pós-Grande Guerra, marcada pelas questões do congelamento salarial dos militares, o fim da “República Nova” com o assassinato do General Sidónio Pais em dezembro de 1918, as “Incursões Monárquicas” no norte do país em 1919, lideradas por Paiva Couceiro, o Integralismo Lusitano, a “Noite Sangrenta” de 19 de outubro de 1921, em que foram fuzilados de forma sumária o Presidente do Ministério, António Granjo, o Vice-Almirante Machado Santos e o Comandante José Carlos da Maia, a instabilidade política constante com a troca sistemática de governos, especialmente com o descontentamento militar com os Governos do Partido Democrático Presididos por António Maria da Silva e a elevada inflação, muito associada ao caso da “Falsificação de Notas” por Alves dos Reis.
Estes acontecimentos culminaram no Golpe Militar, mais concretamente nos "Golpes Militares", que........