Karl Marx e a formação da consciência
A formação da consciência é um mistério, embora muita gente ainda trate o tema como se fosse um “dom natural”, uma espécie de voz interior pronta desde o nascimento. Durante muito tempo, predominou essa ideia confortável.
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É justamente aí que entra Karl Marx, rompendo com essa visão ao mostrar que a consciência não nasce pronta, nem é um atributo isolado do indivíduo. Ela é produzida historicamente, nas relações sociais e, sobretudo, nas condições materiais de vida.
Habermas morreu, mas passa bem
Durante a escrita de Marx, o entusiasmo com o liberalismo era a regra. A narrativa era simples e sedutora: a humanidade teria superado a escravidão antiga, depois o feudalismo, e finalmente chegado ao capitalismo, uma espécie de linha de chegada da história — esse suposto ápice da liberdade, onde cada indivíduo seria livre para vender sua força de trabalho a quem quisesse - só pensa assim quem nunca precisou de vender trabalho.
No modo de produção escravocrata, o indivíduo era propriedade direta de outro. No feudalismo, o servo estava preso à terra e às obrigações com o senhor. Já no capitalismo, o trabalhador é juridicamente livre. E aqui está o truque: ele não é mais propriedade de alguém, mas precisa vender sua força de trabalho para viver.
Porém, no caso do trabalho, adivinha quem acaba indo junto com o produto? O trabalhador! Afinal, diferentemente das outras........
