Tudo definido para a Copa. Ou quase |
Com o fim das repescagens das eliminatórias, tanto na Europa quanto no resto do mundo, estão definidos todas as seleções participantes da Copa do Mundo de 2026, inclusive os respectivos grupos dos últimos seis classificados. Com isso, de especialistas aos mais simples torcedores já começaram a analisar quem tem mais chance de ser campeão, os possíveis cruzamentos até a final, os candidatos a zebra e a decepção, entre outros.
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Estaria tudo tranquilo se não fosse o fato de dois dos países participantes estarem em guerra. Os EUA, que também são a principal sede, recebendo 75% das partidas, atacaram o Irã em 28 de fevereiro e desde então o conflito escalou, a ponto de o ministro dos Esportes iraniano, Ahmad Donyamali, garantir, no mês passado, que a equipe nacional não participaria do Mundial.
Depois, a Federação Iraniana pediu a mudança de seus jogos da Califórnia para o México, co-anfitrião da disputa ao lado também do Canadá. O próprio presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a dizer que seria melhor que os iranianos não viajassem ao território norte-americano, pois seria impossível garantir a segurança deles, voltando atrás em seguida, como de costume, ao dizer que a Copa “será o maior e mais seguro evento esportivo da história” do país.
Enquanto isso, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, vive repetindo que não haverá nenhum problema. “O Irã estará na Copa do Mundo”, afirmou ele, na última terça-feira (31/3), à AFP, durante visita à Turquia, onde acompanhou a goleada dos iranianos por 5 a 0 sobre a Costa Rica, em amistoso.
Na oportunidade, Infantino ainda acrescentou que não haverá mudança na tabela de jogos da Copa. “Vi o time, conversei com os jogadores e com o treinador, então está tudo correndo bem”, disse.
A verdade é que ninguém pode garantir o que vai ocorrer, a não ser os próprios iranianos. E até o pontapé inicial de México x África do Sul, às 16h (de Brasília) de 11 de junho, no Estádio Azteca, muita coisa vai ocorrer.
Se o Irã não for ao Mundial, a Fifa certamente já pensa no que fará. Afinal, não pode ver seu principal produto “manchado” por W.O. ou questionado pelos filiados pelo critério de escolha de um substituto, como um campeonato amador qualquer.
Como sou otimista, torço pela paz no mundo e para que a Copa do Mundo de 2026 seja disputada com muita tranquilidade dentro e fora de campo. Se isso ocorrer, será interessante ver a competição disputada pela primeira vez por 48 seleções.
Mas já adianto que a perda de qualidade técnica é inevitável com tantos participantes. Com o regulamento prevendo a classificação dos dois primeiros colocados de cada um dos 12 grupos, mais os oito melhores terceiros colocados, só não avançará aos mata-matas quem fizer muito esforço. Se isso ocorrer, a pecha de vexame será inevitável no caso das equipes mais tradicionais.
Algo só comparável ao feito da Itália, que pela terceira vez seguida não conseguiu se classificar ao Mundial. Uma pena para os italianos. Uma glória para os bósnios, que conseguiram arrancar empate com a Azzurra no tempo regulamentar e na prorrogação, vencendo por 4 a 1 nos pênaltis.
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Assim, sem perder a chance de também dar meu palpite, não vejo nenhum grupo da primeira fase como “da morte”. Mas, como sempre, posso estar redondamente enganado.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.