Empresas convertem resíduo em receita em Minas Gerais
Com as necessidades legais de dar destino aos resíduos industriais, as empresas mineiras estão transformando o que antes era um problema em receita comercial. Com um projeto de reúso de efluentes, a Copasa deixou de usar água potável para a atividade de limpeza interna e passou a utilizar água tratada de seus esgotos. “Só na Região Metropolitana de Belo Horizonte, essa troca já poupa 65 milhões de litros de água tratada e gera economia anual de R$ 1,8 milhão”, informa a empresa. A perspectiva é de que essa água de reúso seja comercializada para indústrias para uso no resfriamento de caldeiras, o que deve gerar uma receita de R$ 350 mil. Já a unidade industrial da Nexa Ressources, em Juiz de Fora transformou a jarosita um subproduto da produção de zinco que exige controle rigoroso, com rastreabilidade e destinação ambientalmente adequada por ser um sulfatado de coloração amarelo-ocre, em fonte de receita. Em parceria com a startup Geeco – Materiais e Engenharia desenvolveu um processo para incorporar a jarosita na fabricação de tijolos, funcionando como um aditivo. A fabricação com o uso do aditivo de jarosita é feita pela VRD Tijolos Ecológicos de Pedro Leopoldo. Desde o início do projeto já foram vendidos 600 mil tijolos e a projeção de consumo é de até 2 mil toneladas de jarosita por ano para a produção de tijolos ecológicos. A Nexa não abre o valor de venda da jarosita.
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