Na guerra do Irã, Trump entrou no labirinto persa sem um fio de Ariadne

O mito Teseu e o Minotauro, uma criatura metade homem, metade touro, é uma das histórias mais conhecidas da mitologia grega. Para vingar a morte de um filho, o rei Minos de Creta exigia que Atenas enviasse a cada nove anos sete rapazes e sete donzelas para serem devorados pelo Minotauro, um monstro aprisionado no Labirinto de Creta. Teseu, filho do rei de Atenas, voluntariou-se para ir a Creta com o objetivo de matar o Minotauro e acabar com o sacrifício.

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Ariadne, filha do rei Minos, apaixonou-se por Teseu e, para ajudá-lo, secretamente, deu-lhe um novelo de lã, o famoso “fio de Ariadne”, com o qual Teseu entrou no labirinto. Após amarrar a ponta do fio na entrada, foi desenrolando-o enquanto avançava. No centro do labirinto, matou o Minotauro e, seguindo o fio de volta, conseguiu sair do labirinto. Teseu fugiu de Creta com Ariadne, mas, ao retornar a Atenas, esqueceu-se de trocar as velas do navio de pretas para brancas, um código que sinalizaria seu sucesso, o que levou seu pai, Egeu, a se suicidar por acreditar que o filho estava morto.

João Saldanha, o cronista esportivo que foi técnico da seleção brasileira nas eliminatórias da Copa de 1970, no México, resumiu a ópera com um comentário muito espirituoso: “só uma toupeira entra num buraco sem saída, mas é o mais estúpido dos animais”. Com licença poética, é mais ou menos a situação do presidente dos........

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