A guerra do Irã, a crise do petróleo, o Brasil e a "Carreira das Índias" |
O Brasil está de olho nas oportunidades para exportação de petróleo bruto e etanol para a Ásia, com as mudanças geopolíticas provocadas pela guerra do Irã. O fechamento do Estreito de Ormuz, a imprevisibilidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e os conflitos no Oriente Médio, que atingiram uma escala inimaginável, reposicionam as potências da Ásia. Essas mudanças ficaram evidentes no encontro dos chanceleres do G7, grupo de países mais industrializados do mundo: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.
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Realizado em Vaux-de-Cernay, na França, que preside o encontro, a reunião de sexta-feira foi uma etapa preparatória para a Cúpula de Líderes, prevista para junho, da qual o Brasil, a Índia e a Coreia do Sul também participarão como convidados. A guerra no Irã e assuntos bilaterais foram tratados pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, e os chanceleres do G7, mas as conversas mais produtivas do chanceler brasileiro foram com o indiano Subrahmanyan Jaishankar e o coreano Cho Hyun. Os dois países asiáticos estão empenhados em reduzir a dependência em relação ao petróleo e gás do Oriente Médio. É aí que a velha “Carreira das Índias” ainda tem seu valor.
A “Carreira das Índias” coincidiu com a chegada dos portugueses ao Brasil, em 22 de abril de........