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Contar estrelas ou regar rosas?

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17.08.2026

Um dia desses, tomando café com umas amigas, conheci um homem muito intrigante. A impressão que tive foi a de que ele parecia ter domínio pleno sobre sua própria vida. Ele sabia falar dos horários nos quais teria compromisso com enorme exatidão; ele não hesitava em nenhuma de suas opiniões. Mas o que verdadeiramente me intrigou foi o prazer com que ele falava que vivia sozinho e não gostava muito de pessoas ao seu lado.

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Em um primeiro momento, pensei que ele pudesse estar se escondendo de algo, entretanto, ao final, o que pude perceber é que ele não estava se defendendo de nada: me pareceu bastante satisfeito com a engenharia eficiente que sua vida havia se transformado. Eu fiquei o dia todo pensando se aquilo era, de fato, autossuficiência ou se era apenas uma vida organizada para que certas perguntas nunca precisassem ser feitas.

Essa cena me lembrou de um livro que carrego comigo desde a infância, quando eu tinha verdadeira paixão em acompanhar as histórias do Pequeno Príncipe........

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