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O esporte e seus apelidos

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30.12.2025

Curió, Morango, Piranha, Catatau e Pinel; Feijão, Cocota e Pequeno; Suíno, Bossal e Badislau. Pode parecer estranho, pode não, é estranho, mas essa é uma escalação do Colégio Arnaldo. Verdade que estou juntando duas categorias. Ainda tem o Bode, Vovó, Pistulim, Meitola, Jardim, Berê, Caxaú, Caveira, entre outros. Seria um time de respeito, que poderia, tranquilamente disputar um dos muitos campeonatos colegiais da época e vencê-lo, com tranquilidade. O técnico era o Tarcísio, que a gente chamava de Tatá.

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Pois é. Era uma época em que os apelidos faziam parte da vida. Quase ninguém, num grupo de amigos, tinha nome. Todos se chamavam por apelidos. Na minha rua, a Dante, por exemplo, tínhamos o Escovinha, o Gordo, o Cacau, Bagunça, Totoso, Neco, Tim, Guta, Lamparina, Gaguinho, Popola, Cadinho, Quinzinho, Juleba, Caqui, Chico e por aí afora.

Era assim nos anos 1960 e 1970. A amizade estava em alta e fazia parte dela chamar os amigos por apelidos. De certa forma, era uma maneira de demonstrar o quanto aquela amizade era importante; era como entrar, de certa forma, na intimidade do amigo.

Muitas vezes, as pessoas tinham um apelido em casa, outro na rua – como a gente chamava a vizinhança onde morava – e ainda outro na escola. Isso........

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