O desmonte calculado do Festival de Arte Negra

Em 1995, o Festival Internacional de Arte Negra (FAN) surgiu revolucionando o cenário cultural de Belo Horizonte, uma cidade que, até então, destinava quase integralmente seus recursos públicos às artes produzidas por artistas brancos. Para minha absoluta frustração, naquele ano eu tinha apenas 11 anos de idade e não pude testemunhar de perto esse marco histórico.

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Com um patrocínio de milhão de reais, fazendo uma conta de atualização rápida, hoje equivalentes a mais de seis milhões e meio de reais, a cidade foi atravessada por vozes, ritmos, gingas e imagens vindas dos Estados Unidos, Venezuela, Senegal, Cuba, Burkina Faso, França, Uganda, Gana, Trinidad e Tobago, Angola. O mundo negro desembarcou em Belo Horizonte. Cinema, artes visuais, teatro: uma preciosidade impossível de ser listada em um simples artigo.

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