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Ela grita que tem nojo de preto e o Sistema de Justiça finge não ouvir

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31.12.2025

“Tenho nojo de preto.” Foi isso que Natália Burza Gomes Dupin disse, em alto e bom som, a um casal negro na portaria do prédio onde mora, no centro de Belo Horizonte, no dia 28 de dezembro. Não foi cochicho, não foi mal-entendido, não foi deslize. Foi racismo escancarado. Mas esta não é a primeira vez que ela comete esse crime. Em 2019, um taxista perguntou se a mulher que acompanhava o pai idoso precisava de um carro. A resposta foi direta: ela disse que “não andava com preto”. Em seguida, cuspiu no pé do trabalhador e completou, sem qualquer constrangimento: “Eu não gosto de negro, sou racista, sou racista mesmo”.

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Na ocasião, Natália chegou a ser detida, mas bastou pagar uma fiança de 10 mil reais para sair pela porta da frente. Sim, você leu certo. Diante de uma confissão pública de racismo, o agente de segurança pública optou por registrar o caso como injúria racial, crime que, naquele momento, ainda admitia fiança, quando o correto já era o enquadramento........

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