Quando o orçamento decide o amor: união estável virou o novo normal? |
Por Isabel Gonçalves
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Cheguei naquela fase da vida em que os grupos de WhatsApp se dividem: de um lado, amigos anunciando mudança para “o apê do casal”, do outro, os solteiros chamando para mais um rolê. E os convites de casamento? Cada vez mais raros. Hoje, a comemoração mais comum não é mais a cerimônia no altar, e sim o famoso “chá de casa nova”.
Esse movimento não é só percepção pessoal. Ele aparece com clareza nos dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE recentemente. Pela primeira vez, morar junto sem casar, a famosa união estável, virou o tipo de relacionamento mais comum no Brasil. O casamento tradicional perdeu espaço, e isso diz muito menos sobre o fim do amor e muito mais sobre o custo de oficializar uma relação.
A união estável acontece quando duas pessoas vivem juntas de forma contínua, pública e com intenção de construir uma vida em comum. Não precisa de cerimônia, cartório ou contrato para existir. Se o casal mora junto e se apresenta como família, a lei já pode reconhecer essa relação.
No Brasil, esse modelo é amparado legalmente há poucas décadas e garante direitos semelhantes aos do casamento. O detalhe é que muita gente só descobre isso quando surge um problema, seja uma separação ou uma questão de herança.
Quando o casal não define nada formalmente, a regra padrão é a comunhão parcial de bens. Isso........