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O mercado de ações brasileiro vem testando novos limites desde meados do ano passado. No final de fevereiro, logo antes do início da guerra entre EUA-Israel e o Irã, a bolsa brasileira ultrapassou a máxima histórica de 192 mil pontos e acumulou ganhos superiores a 50% desde o final de 2024. Após uma leve esfriada nos ânimos por conta da guerra, a bolsa voltou a subir e recentemente rompeu novo recorde, acima dos 195 mil pontos. Parte dessa acelerada nos preços vem da entrada de novos participantes no mercado, que veem as ações se valorizando e pensam: “estou ouvindo que esse negócio de bolsa é quente; vou entrar nesse barco também.”

Com isso, a boa e velha renda fixa fica esquecida lá na bandeirinha de escanteio. A tentação de comprar ações nessa época de euforia é forte; o investidor pensa: “ah, os títulos de renda fixa estão pagando ‘só’ 15% ao ano, para que investir pra ganhar essa mixaria se eu posso comprar um pouco de ações e aproveitar que a bolsa tá subindo igual foguete?”

A lógica do risco no "custo Brasil"

Se o investidor der uma folheada em qualquer livro texto de finanças, iria ficar de olho aberto ao saber que buscar mais rentabilidade significa assumir mais riscos. Acontece que, como dizia o Maestro, “o Brasil não é para amadores”. Aqui, essa regra de retorno proporcional ao risco nem sempre é a que vale. Nos últimos trinta anos, os juros do país quase sempre foram de dois dígitos. E juros sobre juros, ou melhor, “juros altos” sobre “juros altos” são um fermento superpoderoso: ao colocar grana numa aplicação que rende 10% ao ano, o bolo dobra de tamanho depois de pouco mais de sete anos. Nesse cenário, para que o investimento em ações valha a pena no longo prazo, a bolsa tem que render bem, mas bem mesmo, e de forma consistente. A maré da economia tem que estar a favor, os astros do mercado, totalmente alinhados, e por muito tempo.

Receita simples, resultado garantido

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