Autocuratela: como garantir sua autonomia na velhice |
Por Morgana Gonçalves
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Recentemente, casos envolvendo figuras públicas reacenderam o debate sobre a curatela no Brasil. Situações como a do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, cuja interdição foi noticiada em razão do avanço de doença neurodegenerativa, mostram que a perda de autonomia pode atingir qualquer pessoa, independentemente de trajetória, patrimônio ou reconhecimento público.
Mas o que muitos ainda não sabem, é que existe uma forma de antecipar essas decisões e evitar que terceiros precisem definir, sozinhos, os rumos da sua vida: a autocuratela.
A autocuratela é um instrumento jurídico de planejamento da incapacidade, que permite que uma pessoa, ainda em pleno gozo de suas capacidades, defina previamente quem será responsável por cuidar de seus interesses pessoais e patrimoniais caso, no futuro, venha a se tornar incapaz.
Esse ato é feito por escritura pública em cartório e é cada vez mais utilizado como forma de evitar processos de curatela litigioso. Na prática, é uma forma de preservar aquilo que temos de mais valioso: a autonomia.
Ao exercer a autocuratela, o indivíduo não apenas escolhe quem irá representá-lo, mas também pode estabelecer diretrizes sobre como deseja ser cuidado, como seus recursos devem ser utilizados e quais valores devem orientar essas decisões.
Para compreender a importância da autocuratela, vale imaginar uma situação,........