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Lavando a égua

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12.05.2026

Na última semana, vivemos uma situação inusitada em Belo Horizonte, cidade cuja região metropolitana abriga cerca de 5 milhões de almas. As torneiras secaram por causa de uma égua entupindo a tubulação de água que abastece a capital. O proprietário do animal avisou a Copasa, que cerca de 24 horas depois tomou providências para localizar e desentupir o cano pelo qual a égua entrou. Quem entrou pelo cano também foi a população da cidade, que por pouco não precisaria buscar água em lombo de burro — ironia das ironias. O episódio, além de dantesco, chama a atenção para a vulnerabilidade de um sistema fundamental à sobrevivência de milhões de pessoas.

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Dessa vez, foi a égua, mas poderia ser um bicho de menor porte: um cachorro, um rato, um pombo, um morcego, os quais certamente passariam despercebidos. Ou uma substância tóxica, acidental ou propositalmente lançada no mesmo ponto onde a égua despencou. Será que já não degustamos todas essas iguarias sem saber? Certamente, sim, apesar do controle de qualidade da água feito pela empresa ainda pública, da maior respeitabilidade, ser, na média — palavra perigosa, essa —, da melhor qualidade. Tenho sérias dúvidas se, uma vez privatizada, a empresa teria a mesma transparência.

Mas alguém pode ter adoecido, ou até mesmo morrido, em função dessas hipotéticas contaminações? Infelizmente não sabemos. Nossos métodos de vigilância epidemiológica certamente não estão aparelhados para esse........

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