O Pix na pauta eleitoral e em PEC no Senado
Em política, o fato concreto, com alguma frequência, importa menos do que a interpretação da notícia e as associações simbólicas oferecidas ao eleitorado. Em 2025, Eduardo Bolsonaro, vivendo nos Estados Unidos, articulou junto ao governo norte-americano sanções aos produtos nacionais como forma de pressionar o Congresso Nacional a aprovar a anistia ampla, geral e irrestrita aos condenados da trama golpista. À época, o presidente Lula (PT) estava nas cordas, perdendo aliados e governabilidade em consequência da baixa expectativa de poder.
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Da elite financeira, passando pelo setor produtivo e pela população não bolsonarista, a indignação contra Eduardo Bolsonaro foi generalizada. O governo Lula capitaneou o discurso da soberania. Mobilizou ampla aliança em defesa dos interesses nacionais e partiu para as articulações diplomáticas, tentando reverter o tarifaço. Numa bem articulada cesta de estratégias, o empresariado acionou o diplomata Roberto Azevêdo, diretor-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC) entre 2013 e 2020, de conhecida habilidade nas negociações comerciais.
Empresários também mobilizaram o escritório de lobby chefiado por Brian Ballard, advogado próximo de Trump. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apoiou a incursão de um grupo de empresários brasileiros em Washington para encontros com representantes do governo, do Congresso e do setor empresarial. O Senado organizou uma missão. Com presença e relevância em solo norte-americano, o empresário Joesley Batista se sentou com Donald Trump para mostrar-lhe que tais medidas causariam inflação nos Estados Unidos. O empresário atuou para mediar o fim das medidas e promover a aproximação de Lula e Trump. Deu trabalho reverter a maior parte das ações atribuídas a Eduardo Bolsonaro. E também deu popularidade. Lula se recuperou e voltou ao jogo.
O Rubicão de Zema........
