O inferno astral de Flávio
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) vivia o auge de sua campanha, entusiasmando a Faria Lima e fatias significativas do setor produtivo nacional, pela personificação da imagem de um “Bolsonaro moderado”. Mas, desde que em 13 de maio o Intercept Brasil publicou e divulgou áudios que expuseram o relacionamento dele com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, o pré-candidato entrou numa espiral de más notícias. Os áudios, nus e crus, tiveram o efeito sobre cristãos novos semelhante à quebra de expectativa vivenciada por pessoas apaixonadas que, em algum momento, confrontadas pela realidade, veem as idealizações se desmancharem no ar. Depois da raiva, passam a decidir se querem elaborar tais frustrações ou simplesmente dizer adeus. É neste ponto que talvez se encontrem aqueles eleitores independentes que se desencantaram com Flávio Bolsonaro e deixaram de votar nele, conferindo a Lula, neste momento, o favoritismo do pleito.
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Ao primeiro baque, vieram outros. Flávio tentou conter a hemorragia do Caso Master pedindo arrego a Donald Trump. Com o apoio de seu “consultor” Paulo Figueiredo e do irmão Eduardo Bolsonaro, esteve na Casa Branca para “arrancar” o anúncio da classificação das organizações criminosas PCC e CV em organizações terroristas. Embora na prática a ação seja de efeito duvidoso, a nomenclatura tem lá o seu impacto. Quando se preparava para celebrar o “sucesso” da “missão”, Flávio também ouviu do aliado Trump a decisão de aplicar tarifas retaliatórias de até 25% sobre diversos produtos brasileiros, com a decisão final prevista para 15 de julho. Sob a sombra da atuação de Eduardo........
