O gesto de Rodrigo Pacheco

O senador Rodrigo Pacheco deixará o PSD nesta quarta-feira, às 20h, filiando-se ao PSB, diante dos expoentes da legenda, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o presidente nacional, João Campos, pré-candidato ao governo de Pernambuco. Também se filiará Jarbas Soares Júnior, ex-procurador geral de Justiça, que se desligou nesta terça-feira do Ministério Público do Estado. A solenidade será na sede do PSB, em Brasília.

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Em que pese Pacheco não pretenda anunciar, no ato da filiação, a sua pré-candidatura ao governo de Minas, com esse gesto sacramentará a disponibilidade. Em linguagem política, é o que basta: Pacheco passará de não candidato à condição de pré-candidato ao governo de Minas. Dado o seu perfil de direita democrática, o senador tem potencial para ampliar o leque de alianças para além da Federação PT-PV-PcdoB e PSB, que integram o núcleo da coligação nacional em torno da reeleição do presidente Lula que, ontem, confirmou Alckmin na posição de vice.

Movimentos da base governista vinculada ao MDB à parte – que tentaram levar a legenda para a coligação formal à reeleição presidencial – ao anunciar que repetirá a chapa de 2022, Lula, na prática, desistiu de formalizar o relacionamento com o MDB. Fato é que, dos 27 diretórios, em 11 deles parlamentares e ministros trabalhavam pela aliança; em 16, lideranças locais se posicionaram em defesa de a legenda liberar estados para que, em observância aos........

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