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Neutralidade e projeto de poder

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14.08.2026

Neutros no plano nacional em relação à disputa presidencial, o Republicanos e a Federação União Progressista aguardam o resultado da sucessão presidencial para programar o seu futuro. PP e União não nutrem projeto particular: sabem que o comando do Executivo – mais débil entre os Poderes da Republica – precisará negociar governabilidade em sua mesa. E assim como foi em Lula 3, ganhar de porteira fechada ministérios e órgãos de poder econômico não significará necessariamente respaldo de toda a bancada do União e PP no Congresso. Se Lula se reeleger, a Federação União Progressista seguirá pródiga numa espécie de “apoio pão duro” e parlamentares divididos: ao Norte e Nordeste mais boa-vontade; ao Sul e Centro-Oeste um ânimo mais negativo.

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Diferentemente da Federação União Progressista, o Republicanos tem projeto de poder. Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, provavelmente será reeleito em primeiro turno: assim se inclina a dinâmica da disputa, com apenas duas fortes candidaturas, e Fernando Haddad (PT) e do próprio governador.

A se confirmar tais projeções, Tarcísio de Freitas iniciará, já em 5 de Outubro, a campanha presidencial de 2030. Ele se programa para aderir aos palanques estaduais aliados, principalmente do Republicanos país afora. Minas Gerais está na mira: se o senador Cleitinho (Republicanos) alcançar o segundo turno como indicam neste momento as pesquisas de intenção de voto, Tarcísio de Freitas estará em campanha por Minas.

O governador de São Paulo........

© Estado de Minas