Em disputa com enteados, o malabarismo de Michelle
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, tratou de pedir desculpas públicas à madrasta Michelle Bolsonaro. Mas, sob a aparente calmaria de quem “perdoa”, mas não esquece – e apesar da disposição de Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL, de mediar o conflito familiar –, é grande a indisposição não apenas dos filhos de Jair Bolsonaro em relação à ex-primeira dama, mas também de parlamentares que se intitulam “bolsonaristas raiz”, vinculados a Eduardo Bolsonaro, que está residindo nos Estados Unidos.
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A leitura é de que Michelle atacou Flávio Bolsonaro no momento em que tenta estancar a hemorragia provocada pela divulgação dos áudios, por ele enviados a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, pedindo R$ 134 milhões para produzir o filme de Jair Bolsonaro, intitulado “Dark Horse” (O Azarão), a ser exibido durante a campanha eleitoral. O “timing” do pronunciamento de Michelle Bolsonaro também foi criticado, por desviar a atenção do debate público, no momento em que o senador Jaques Wagner (PT-BA) foi apanhado em meio à rede do Master, por isso perdendo a liderança do governo no Senado. Michelle Bolsonaro segue, entre os filhos de Jair, percebida como aquela que disputa com Flávio o capital eleitoral da família, o único, neste momento, em condições de se apresentar na corrida sucessória. Ela mira o pós-bolsonarismo, e, por isso, não teria interesse que Flávio Bolsonaro vença a eleição presidencial.
Tumulto........
