Candidatos sós e assombrados

O senador Rodrigo Pacheco, ainda no PSD, conversa com o PSB de João Campos. Ao mesmo tempo, acompanha, sem se envolver, o movimento de ministros e líderes do MDB da base de Lula no Congresso Nacional, em campanha para que se filiem à legenda. Pacheco no MDB, acreditam eles, daria força à base de governo emedebista, que não desistiu de indicar o vice na chapa da reeleição de Lula (PT), em substituição a Geraldo Alckmin (PSB). Isnaldo Bulhões (AL), líder do MDB na Câmara, os senadores Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL), além dos ministros emedebistas Renan Filho e Jáder Filho, respectivamente Cidades e Transportes, trabalham para uma composição nacional com Lula.

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Esse é um movimento, contudo, que tem forte resistência da outra banda do MDB: mobilizados e sob o comando do presidente nacional Baleia Rossi (SP), aliado de Tarcísio de Freitas (Republicanos), 16 diretórios estaduais divulgaram, no início de março, manifesto em que pedem a “independência” do partido na eleição presidencial. Esse MDB não quer ficar nem com Lula nem com o senador Flávio Bolsonaro (PL) para que possa, em cada estado, voar segundo os interesses das lideranças locais. Pacheco no MDB de Minas alteraria a composição de forças nesse cabo de guerra nacional. O detalhe de tal articulação está na clássica tirada de Garrincha: primeiro é preciso combinar com os “russos”. Em Minas, o MDB lançou a candidatura de Gabriel Azevedo em 4 de novembro de 2025, de quem Pacheco é aliado. E o presidente da legenda em Minas, deputado federal Newton Cardoso Jr., é um dos signatários do manifesto........

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